Leia isto primeiro: quem decide sobre os seus dados é a rede pública de ensino que contratou a plataforma. A Unooria trata os dados por instrução dela. Pedidos e reclamações começam na sua escola ou no encarregado de proteção de dados da sua rede — e a seção Seus direitos mostra o caminho.
Quem somos e quem manda nos seus dados
A Plataforma Unooria é usada dentro da escola pública. Quem decide que ela seja usada, quem entra nela e para quê é a rede pública de ensino — a secretaria de educação do estado ou do município que contratou a plataforma. Na linguagem da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a rede é a controladora: é ela quem manda nos dados.
A Unooria é a operadora: tratamos os dados seguindo as instruções da rede, e só para o que o contrato com ela prevê. Não usamos dado de estudante para finalidade própria — não vendemos, não cedemos a terceiro para uso comercial e não usamos para treinar modelos de inteligência artificial.
Na prática, isso muda o caminho de quem quer reclamar ou pedir alguma coisa: quem responde por você é a sua rede de ensino. A Unooria atende os pedidos por meio dela, e ajuda a cumpri-los. A seção Seus direitos mostra o caminho passo a passo.
Há uma exceção, e é justo dizê-la. O Marco Civil da Internet (art. 15) obriga quem oferece uma aplicação de internet a guardar registros de acesso por seis meses, sob sigilo. Essa obrigação é da Unooria, não da rede — nesse conjunto específico de registros, a controladora somos nós.
Somos empresa brasileira, com sede no Brasil, e é aqui que respondemos legalmente.
Por que não pedimos o seu “aceito”
Você não vai encontrar aqui um botão de aceitar. Isso é de propósito, e não é descuido.
A plataforma faz parte da política pública de educação da sua rede. A base legal para tratar os dados é o art. 7º, III da LGPD — execução de política pública prevista em lei, regulamento ou instrumento contratual — somada, no que decorre do dever de escolarização, ao art. 7º, II (cumprimento de obrigação legal).
Pedir consentimento aqui seria pior do que inútil: seria nulo. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) usa exatamente este cenário como exemplo no Guia do Poder Público — matrícula de estudante — e conclui que o consentimento obtido numa relação compulsória não vale, porque o estudante não tem condição efetiva de recusar. E um consentimento falso cria uma promessa impossível: se um responsável o revogasse, o estudante não poderia ser desmatriculado da política pública.
Existe um único consentimento de verdade nesta plataforma: o do professor adulto que decide participar do acompanhamento de bem-estar. Esse é livre, específico, pode ser recusado sem consequência e pode ser revogado a qualquer momento. Está descrito em Bem-estar do professor.
O tratamento é condição para usar a plataforma. Sem os dados de identidade e de participação não há como abrir uma missão, salvar o que você fez nem devolver o resultado ao professor. Como a base não é consentimento, não existe aqui um “recusar e continuar usando”. O que existe é o direito de se opor, de pedir correção e de reclamar — e esses caminhos estão na seção 13.
De quem são os dados que tratamos
A plataforma atende do 1º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Ou seja: a maioria das pessoas cujos dados tratamos é criança ou adolescente, de 6 a 17 anos. Não fingimos o contrário, e é isso que faz o ECA Digital (Lei 15.211/2025) e o art. 14 da LGPD se aplicarem inteiros ao que fazemos.
Estudante
É de quem mais tratamos dados, e é quem tem a proteção mais forte. Entra na plataforma porque a escola o matriculou, não porque se cadastrou.
Professor
Servidor da rede. Além do cadastro, é o único que pode fornecer dado de saúde, e só se escolher participar do acompanhamento de bem-estar.
Gestor da escola
Importa a lista de pessoas da rede, corrige cadastro e emite o perfil portátil. É quem enxerga o CPF em tela.
Administrador do contrato
Único papel que enxerga mais de uma escola. Existe para operar o contrato inteiro da rede e para exportar análises agregadas.
Responsáveis e famílias não têm conta na plataforma hoje. Não há login de responsável, não há painel de acompanhamento e não há ferramenta própria de supervisão parental. O caminho da família é a escola — e dizemos isso porque a alternativa seria descrever uma funcionalidade que não existe. Está listado em O que ainda está sendo definido.
Os dados de cadastro
Esses dados não são digitados por você. Eles chegam da rede: a escola importa uma planilha (ou a integração com o sistema acadêmico) e é essa importação que cria as pessoas na plataforma. Por isso, corrigir um nome errado começa na secretaria da escola — se a correção não voltar à origem, a próxima importação a desfaz.
Nome, usuário e e-mail
Para reconhecer você nas telas e para o professor saber de quem é cada trabalho.
- Origem
- Importação feita pela escola
- Quem vê
- Você, seu professor e a gestão da sua escola
CPF
É o que permite reconhecer a mesma pessoa quando ela troca de escola dentro da rede, e é a chave do documento de portabilidade.
- Quem vê
- Só a gestão da escola e o administrador do contrato
- Guarda
- Em texto legível no banco — ver a seção 12
Senha
Guardada apenas como resumo criptográfico (bcrypt). Ninguém na Unooria consegue ler sua senha, nem recuperá-la — só trocá-la por uma nova.
- Quem vê
- Ninguém
Escola, turma e matrícula
Define o que você alcança e o que o seu professor alcança. É o que mantém os dados de uma escola separados dos de outra.
- Saída
- Quem sai da rede tem o vínculo encerrado, não apagado
Base legal de tudo nesta seção: art. 7º, III da LGPD (execução de política pública), com o art. 7º, II para o que decorre do dever de escolarização.
O que registramos enquanto você usa uma missão
Cada experiência da plataforma é uma missão pedagógica, e ela mede o que você faz dentro dela. Isso é o instrumento, não um efeito colateral: sem esse registro o professor não tem o que devolver para a turma.
O que você escreve
Publicações, comentários, reflexões, buscas, o apelido que você escolhe e as conversas com os personagens de inteligência artificial. É guardado como você escreveu.
- Quem lê
- Você e o seu professor
- Sai daqui?
- Parte vai para a IA, como explica a seção 8
O que você escolhe e quanto tempo leva
Cliques, curtidas, denúncias, quanto tempo cada conteúdo ficou na sua tela, quantas vezes você mudou de ideia, se voltou atrás. É com isso que a missão mostra à turma como um algoritmo forma bolha.
- Quem vê
- Seu professor, no relatório da turma
Seu perfil de valores
Num dos jogos, o servidor deduz, das escolhas que você fez lá dentro, um retrato de quais valores pesaram mais. Ele decide por onde outra missão começa e aparece para o professor.
- Cuidado
- É hipótese pedagógica, não teste psicológico validado
Sua pontuação e o dossiê
A correção do que vale nota é feita no servidor, nunca no seu aparelho — assim ninguém altera o próprio resultado. Ao fim de algumas missões montamos um retrato do seu percurso.
- Quem vê
- Você e o seu professor
Sim, o seu professor lê o que você escreve
Essa é a pergunta que mais importa, e a resposta é sim. Tudo o que você digita numa missão fica visível para o professor da sua turma. Não fica visível para outros estudantes, não é publicado em lugar nenhum fora da plataforma e não vira conteúdo público: as reações e os comentários que você vê nas missões que imitam redes sociais são de personagens fictícios, escritos por computador, não de colegas.
Uma exceção, e ela faz parte da aula: na missão A Seleção, os três posts que você escolheu e a legenda que você escreveu para os Stories aparecem, com o seu primeiro nome, para um colega da sua turma — é assim que a turma compara as escolhas. A reflexão que você escreve no fim continua só com o seu professor.
Escreva sobre a missão, não sobre a sua vida. As caixas de texto são abertas de propósito, para você pensar em voz alta — e por isso nada impede que alguém digite ali um endereço, um telefone, o nome de um colega ou um assunto muito pessoal. A plataforma não tem um filtro que detecte isso e apague sozinho. Se você escreveu algo que não queria, avise o seu professor: ele consegue apagar os registros da atividade.
Bem-estar do professor: o único dado de saúde
Há uma experiência, feita só para professores, em que a pessoa responde a algumas frases por dia sobre como tem se sentido, durante uma semana. Isso é dado de saúde — dado sensível, na LGPD (art. 5º, II). Ele merece regra própria, e tem.
É voluntário de verdade
A base legal aqui é consentimento (art. 11, I). Recusar não tem consequência nenhuma, e quem não participa não aparece em lista alguma para a gestão.
Ninguém da escola vê o resultado
O retrato da semana é do professor, e só dele. Não existe painel de gestor, não existe relatório agregado e não existe alerta para a direção.
Você apaga quando quiser
Dentro da própria experiência há um botão que apaga todas as suas respostas e pontuações, de uma vez. É imediato e é o único caminho de exclusão que o titular aciona sozinho na plataforma.
O que a IA recebe, e o que não recebe
As pontuações nunca saem da plataforma. O que vai para a IA é apenas o texto que o professor escolher escrever na caixa livre, para gerar a mensagem de acolhimento — e ele fica guardado junto da resposta.
Se a rede quiser tornar esse acompanhamento obrigatório, o consentimento deixa de valer e não sobra base legal para o instrumento. É por isso que ele é, e continuará sendo, opcional.
Telemetria: como medimos o uso
A plataforma envia, em lotes, pequenos registros do tipo verbo mais objeto — “abriu a missão”, “concluiu a etapa”, “publicou” — junto de data e hora, da escola, da experiência e da versão dela. Serve para saber se a missão está funcionando e onde as pessoas travam.
Esse registro carrega um identificador pseudonimizado do estudante: um código que não diz o nome de ninguém, mas que a plataforma consegue ligar de volta à pessoa. Isso não é dado anônimo — anônimo, na LGPD, é o que ninguém mais consegue reconectar. Usamos a palavra certa de propósito, porque chamar isso de anônimo seria erro jurídico e enganaria você.
O que não vai na telemetria: nome, e-mail, CPF e o texto que estudantes escrevem nas missões. Essa é uma regra de projeto que respeitamos em todas as experiências — e é honesto dizer que ela é disciplina de quem escreve o código, não uma trava técnica que torne o envio impossível.
Também medimos desempenho técnico (velocidade de carregamento) por amostragem, sem identificar quem estava na tela, e registramos erros do navegador para conseguir consertá-los. Nos registros de erro, e-mails, CPFs e credenciais que porventura apareçam são substituídos antes de virarem linha de log.
Inteligência artificial: o que ela vê e o que ela decide
Parte das missões usa inteligência artificial generativa. Quando você conversa com um personagem dentro de uma experiência, você está conversando com um computador — não com uma pessoa real, e não com um colega. A interface diz isso, e a lei exige que diga (Decreto 12.880/2026, art. 11, I).
O que é enviado para a IA
Para gerar as respostas dos personagens, as reações às suas publicações, a devolutiva formativa e os planos de aula do professor, e para ler a legenda dos Stories na missão A Seleção, enviamos ao provedor de IA o texto escrito na missão: a sua conversa, a sua publicação, o seu comentário, a sua justificativa. Enviamos também o material curricular da rede, quando o professor pede um plano de aula.
O que não é enviado: nome, e-mail, CPF, usuário ou qualquer identificador seu. As pontuações do acompanhamento de bem-estar também não. O que a IA recebe é o texto e o contexto da missão, não a sua identidade.
O que a IA decide, e o que ela não decide
A IA não dá nota. A correção do que vale nota é feita por regra fixa no servidor, e a devolutiva escrita pela IA é declaradamente formativa, não pontuação. Na missão A Seleção, a IA lê a legenda dos seus Stories e sugere ao professor um nível da habilidade que a missão trabalha. Você não vê essa sugestão, e é o professor quem confere e decide. O professor aprova o material antes da aula, pode desligar a IA no meio da aula e é sempre ele quem avalia. A IA erra, e você deve tratá-la como um texto de computador, não como uma verdade.
Nenhuma decisão automatizada aqui reprova alguém, nega direito ou produz efeito jurídico. Mesmo assim, você tem direito a saber os critérios usados e a pedir revisão de qualquer resultado automatizado (LGPD, art. 20 e §1º) — o pedido segue o caminho da seção 13, e a revisão é feita pelo professor.
Não treinamos modelos de IA com o que você escreve. O texto é usado para gerar a resposta daquela interação, e nada além disso.
O perfil de valores deduzido do jogo é o único ponto em que a plataforma monta um retrato psicológico a partir do comportamento — e ele influencia por onde a missão seguinte começa. Ele é hipótese pedagógica, não instrumento validado: a tela avisa quando a amostra é pequena demais para concluir qualquer coisa, e o professor pode ignorar o resultado e escolher o ponto de partida na mão.
Com quem compartilhamos
Não vendemos dados. Não trocamos dados por serviço. A lista abaixo é completa: fora dela, nenhuma página da plataforma e nenhuma experiência faz requisição a terceiro. Até as fontes tipográficas são servidas por nós, e não por um provedor externo.
Sua rede de ensino
É a controladora. Recebe o que a escola precisa para conduzir a política educacional: cadastro, progresso e relatórios pedagógicos.
- Papel
- Controladora
Google Cloud
Hospeda a plataforma inteira: banco de dados, arquivos, fila de eventos e registros técnicos. Trata os dados apenas para nos prestar esse serviço.
- Papel
- Operador (subcontratado pela Unooria)
- Onde
- Estados Unidos — ver a seção 10
Google Vertex AI (Gemini)
É o provedor de inteligência artificial. Recebe os textos descritos na seção 8, sem os seus dados de identificação.
- Papel
- Operador (subcontratado pela Unooria)
- Onde
- Endpoint multirregional, fora do Brasil
Provedor de identidade da rede
Quando a rede usa login único próprio, a autenticação passa pelo servidor de identidade dela (WSO2). Recebe apenas o necessário para confirmar quem você é.
- Papel
- Operador
Sobre ferramentas de análise de navegação
A plataforma tem suporte técnico ao Microsoft Clarity, uma ferramenta de análise de uso que grava sessões de navegação. Ela vem desligada — sem uma configuração explícita, o script simplesmente não é carregado, nem no site nem dentro das experiências.
A Unooria mantém essa ferramenta desligada em qualquer tela que um estudante alcance. O motivo é direto: a própria Microsoft desaconselha o uso do Clarity em produtos direcionados a menores de 18 anos, e ela se declara controladora independente dos dados que coleta — não subcontratada nossa. Ligá-la numa tela de estudante seria enviar dado de criança para uma empresa com finalidade própria, o que não tem base legal aqui.
Quando essa ferramenta estiver em uso em alguma tela exclusiva de adulto, o identificador enviado é um código opaco: o seu nome nunca é repassado a ela. Ainda assim, gravador de sessão captura a tela por conta própria, e é por isso que a regra é mantê-lo fora do caminho do estudante.
Os dados saem do Brasil
Sim, e é melhor que você saiba do que descubra. A infraestrutura da plataforma fica nos Estados Unidos (região us-east1 do Google Cloud), e o processamento de inteligência artificial usa um endpoint multirregional, que também não é brasileiro.
Isso é transferência internacional de dados, regida pelo art. 33 da LGPD. A ANPD não emitiu, até hoje, decisão reconhecendo nenhum país como adequado — então a salvaguarda usada são as cláusulas-padrão contratuais da Resolução CD/ANPD nº 19/2024, incorporadas aos contratos com os provedores, somadas à hipótese de transferência necessária à execução de política pública.
A leitura honesta: mover o processamento de IA para uma região brasileira eliminaria a questão, e é uma mudança de configuração que está sob avaliação. Enquanto não for feita, a transferência existe e está declarada aqui.
Por quanto tempo guardamos
Esta é a seção em que a maioria das políticas escreve um prazo bonito que o sistema não cumpre. Vamos dizer o que é verdade.
A plataforma não apaga nada sozinha. Não existe rotina automática de eliminação: nenhum dado descrito nesta política tem hoje uma data em que desaparece por conta própria. Os dados são mantidos enquanto durar o contrato entre a Unooria e a rede de ensino, e os prazos de guarda de cada categoria serão definidos pela rede, que é a controladora — a Unooria não pode fixá-los sozinha, e não vai inventar um número para preencher esta linha.
O que já é possível apagar hoje
Os registros de uma atividade
O professor apaga a atividade ou zera os dados da turma numa experiência. Isso remove o que os estudantes daquela turma produziram ali, inclusive os textos.
- Quem faz
- O professor
O acompanhamento de bem-estar
O professor apaga tudo o que respondeu, na própria experiência, a qualquer momento.
- Quem faz
- O próprio titular
Planos de aula
O professor autor apaga o plano; o arquivo sai junto do armazenamento.
- Quem faz
- O professor autor
Escolas, turmas e documentos recebidos
A gestão apaga a entidade, e com ela o que dependia dela.
- Quem faz
- Gestão da escola ou do contrato
O que não é apagado
Não existe hoje uma função de apagar uma pessoa. Quando alguém sai da rede, o cadastro é desativado, não excluído, e o vínculo com a escola é encerrado com data de fim. O motivo é histórico escolar: a rede precisa conseguir reconhecer quem passou por ela. A consequência é que o cadastro permanece no banco até que a rede determine sua eliminação.
Também permanecem, na ausência de prazo definido pela rede: os registros de telemetria, o perfil de valores e a partida bruta do jogo (guardados porque, se a leitura pedagógica mudar, é preciso poder recalcular o retrato), as transcrições das conversas com IA e o contador diário de uso de IA por pessoa.
Por fim, há o que a lei obriga a guardar: os registros de acesso à aplicação, por seis meses, sob sigilo (Marco Civil, art. 15). Esses não podem ser apagados a pedido, nem por nós, nem pela rede.
Como protegemos — e o que ainda não temos
A proteção aqui é de projeto, não de promessa. Estes são os mecanismos que existem de fato:
- Separação por escola no próprio banco de dados. As tabelas de dado de estudante têm segurança em nível de linha ativada de forma forçada: uma consulta que não declare a escola simplesmente não retorna linha. Não é um filtro que um erro de programação possa esquecer.
- Trânsito sempre cifrado (HTTPS) entre o seu aparelho, a plataforma e os provedores.
- O crachá que a missão usa dura 15 minutos, fica só na memória do navegador — nunca em cookie nem em armazenamento local — e não carrega nome, e-mail nem CPF, apenas códigos internos.
- Correção e pontuação acontecem no servidor. O seu aparelho envia a resposta; quem corrige é a plataforma. Gabarito nunca é enviado ao navegador.
- Redação automática nos registros técnicos. Nome, e-mail, CPF, senha, credenciais e textos são substituídos por uma marca antes de qualquer linha de log ser gravada, inclusive dentro de mensagens de erro. Os valores de uma consulta ao banco nunca são registrados.
- Limite de tentativas de acesso e mensagens iguais para usuário inexistente e senha errada, para não revelar quem tem conta.
- As experiências rodam isoladas numa moldura restrita, e cada permissão extra precisa estar declarada no catálogo da experiência.
- A plataforma não acessa câmera, microfone nem localização. Em nenhuma tela, em nenhuma experiência. Verificado no código-fonte inteiro.
Três limitações que preferimos declarar.
1. O CPF é guardado em texto legível no banco, não cifrado por coluna. Foi decisão consciente: a gestão da escola precisa ver o número para reconhecer a pessoa. A proteção real é de acesso — só gestão e administração do contrato o enxergam — e a garantia de que ele nunca aparece em registro técnico, em telemetria, no crachá da missão nem em qualquer código enviado ao navegador. O disco é cifrado pelo provedor de nuvem, como padrão.
2. Não há registro individual de acesso a dado pessoal. Hoje a plataforma não guarda quem abriu a ficha de quem. Isso está sendo implantado, e está listado na seção 16.
3. O isolamento por escola tem exceções, e elas são nomeadas. As tabelas de identidade (pessoas, escolas, turmas e vínculos) ficam fora da separação automática, porque o login precisa encontrar a pessoa antes de saber a escola dela — ali o escopo é garantido pelo código. E o administrador do contrato enxerga a rede inteira, por desenho. Os documentos de portabilidade e o histórico do estudante também atravessam escolas de propósito, para reconhecer quem foi transferido.
O que fica guardado no seu navegador
Um cookie de sessão, cifrado, que expira depois de 2 horas sem uso — se você ficar esse tempo sem abrir nenhuma tela, precisa entrar de novo — e que contém o seu nome e o seu login para as telas funcionarem. Além dele, apenas três registros técnicos: um identificador de sessão para diagnóstico de erro, um marcador de amostragem de desempenho e a sua preferência de tema claro ou escuro numa das experiências. Nenhum deles é usado para publicidade, e nenhum crachá de acesso fica guardado no navegador.
Crianças e adolescentes
Este produto é feito para menores de idade. Não fingimos que não é — e essa premissa muda o padrão do que fazemos, por força do art. 14 da LGPD, do ECA e do ECA Digital (Lei 15.211/2025 e Decreto 12.880/2026).
Estes compromissos são absolutos e valem em toda a plataforma:
- Não existe publicidade. Nenhum anúncio, em nenhuma tela, de ninguém.
- Não montamos perfil para fins publicitários, nem vendemos, cedemos ou monetizamos o que estudantes produzem. O perfil pedagógico descrito na seção 5 existe só para conduzir a missão e informar o professor.
- Não há mecanismo de recompensa por tempo de uso, caixa de recompensa aleatória, notificação para trazer você de volta nem rolagem sem fim projetada para prender. Cada missão tem começo, meio e fim.
- As experiências que imitam redes sociais são simulações fechadas. Elas não têm conexão com as plataformas reais, não têm público externo e nada do que você escreve ali é publicado fora da sua escola.
- Nenhum acesso a câmera, microfone ou localização.
A faixa etária de cada experiência é informada no catálogo, e as missões são atribuídas pelo professor conforme a série da turma.
Canal de denúncia. Quem identificar conteúdo ou situação que viole direitos de criança ou adolescente dentro da plataforma pode escrever para denuncia@unooria.com. O canal é gratuito, aceita denúncia de qualquer pessoa e não exige conta na plataforma. Avaliamos e removemos o conteúdo violador, sem esperar ordem judicial, e comunicamos a escola e a rede.
Esta página é pública e fica acessível sem entrar na plataforma, de propósito: pais, responsáveis e os próprios estudantes precisam poder ler o que fazemos com os dados sem depender de uma conta. É exigência do art. 16 do ECA Digital, e é o mínimo decente.
Seus direitos e como exercer
O art. 18 da LGPD dá a você um conjunto de direitos sobre os seus dados. Como a controladora é a sua rede de ensino, o pedido começa nela — e a Unooria, como operadora, executa o que a rede determinar e ajuda no que for técnico.
O caminho, em três passos
- Fale com a secretaria da sua escola. É o caminho mais rápido para corrigir cadastro e para pedir que registros de uma atividade sejam apagados.
- Procure o encarregado de proteção de dados da sua rede de ensino. Toda secretaria de educação é obrigada a indicar um e a divulgar o contato dele (LGPD, art. 23, III e art. 41).
- Se o pedido for técnico, ou se você não souber a quem recorrer, escreva para o Encarregado de Proteção de Dados da Unooria em privacidade@unooria.com. Encaminhamos à rede, dizemos a você para quem encaminhamos, e apoiamos a resposta.
Exercer qualquer desses direitos é gratuito. A confirmação de que existe tratamento é respondida de imediato, em formato simplificado; a resposta completa sai em até 15 dias (LGPD, art. 19).
Saber se tratamos e ver seus dados
Confirmação da existência do tratamento e acesso ao que guardamos sobre você.
- Hoje
- Atendido pela escola, com apoio nosso; não há tela de autoatendimento
Corrigir dado errado
Nome trocado, turma errada, CPF incorreto.
- Onde
- Na secretaria da escola — senão a próxima importação desfaz
Apagar, bloquear ou anonimizar
Vale para dado desnecessário, excessivo ou tratado fora da lei, e para o que foi coletado com consentimento.
- Hoje
- Imediato no acompanhamento de bem-estar. Para o resto, quem decide é a rede e o que existe são as exclusões da seção 11
Levar seus dados embora
A plataforma emite um documento assinado com identificação, escolas, turmas, progresso e o retrato de valores, para ser lido por outra rede.
- Como
- Solicitado à gestão da escola, que emite o documento
Saber com quem compartilhamos
A lista completa está na seção 9 desta página, e você pode pedir a confirmação por escrito.
- Onde
- Seção 9, ou pelo canal do encarregado
Se opor e pedir revisão
Você pode se opor a um tratamento que considere irregular e pedir revisão de resultado produzido automaticamente, com explicação dos critérios.
- Quem revisa
- O professor responsável pela turma
Revogar consentimento
Só se aplica ao acompanhamento de bem-estar do professor, que é o único tratamento baseado em consentimento.
- Como
- Botão de apagar dentro da própria experiência
Você também pode levar sua reclamação diretamente à Autoridade Nacional de Proteção de Dados e, tratando-se de criança ou adolescente, ao Conselho Tutelar ou ao Ministério Público.
Se algo der errado
Incidente de segurança é vazamento, acesso indevido, alteração ou perda de dados. Se acontecer, a Unooria comunica a rede de ensino assim que toma conhecimento, com o que já se sabe: o que aconteceu, quais dados e quantas pessoas podem ter sido afetadas, o que já foi feito e o que estamos fazendo.
A comunicação à ANPD e às pessoas afetadas é feita pela rede, que é a controladora, nos prazos fixados pela regulamentação da Autoridade — e nós fornecemos tudo o que for necessário para ela cumprir esses prazos. Quando o risco for relevante para você, a comunicação diz em linguagem clara o que houve e o que você pode fazer.
Se você suspeitar de um problema — uma conta que não deveria abrir, um dado de outra pessoa aparecendo na sua tela — avise a escola e escreva para privacidade@unooria.com.
O que ainda está sendo definido
Esta seção existe porque a alternativa seria calar. Os pontos abaixo estão em aberto, e nenhum deles foi disfarçado de compromisso nas seções anteriores. Eles serão fechados com cada rede de ensino, e esta página será atualizada quando forem.
- Prazos de guarda e eliminação por categoria de dado. Quem os define é a rede, como controladora. Hoje não há rotina automática de eliminação, como diz a seção 11.
- Registro individual de acesso a dado pessoal. Saber qual gestor abriu qual ficha ainda não é registrado. Está no plano de trabalho, junto com a guarda dedicada dos registros de acesso exigidos pelo Marco Civil.
- Região do processamento de inteligência artificial. A mudança para uma região brasileira está em avaliação e encerraria a transferência internacional descrita na seção 10.
- Confirmação contratual com o provedor de IA de que os textos enviados não alimentam o treinamento dos modelos dele.
- Canal próprio para responsáveis e ferramentas de supervisão parental. Hoje o caminho da família é a escola. O ECA Digital trata do tema e a solução ainda está sendo desenhada com as redes.
- Relatório de impacto à proteção de dados e avaliação de risco algorítmico, com resumo público em linguagem simples, como pede o Decreto 12.880/2026.
- Dados de registro da Unooria e do encarregado — razão social, CNPJ, nome do encarregado e endereços de contato — serão confirmados na versão publicada com cada rede.
- Identificação nominal da controladora — qual secretaria, com qual CNPJ e qual encarregado — depende do contrato de cada rede e entra aqui na versão dela.
Esta política ainda passará por revisão jurídica antes de ser adotada por uma rede. O que ela já garante é que nenhuma frase aqui descreve funcionalidade que não exista.
Alterações e contato
Quando esta política mudar, a versão e a data no topo da página mudam junto. Se a mudança for relevante — dado novo, finalidade nova, terceiro novo — avisamos a rede de ensino antes, com o teor da alteração, e destacamos o aviso nesta página. Não alteramos o texto em silêncio.
Para qualquer assunto de privacidade, o contato é o Encarregado de Proteção de Dados da Unooria: privacidade@unooria.com. Para denúncia de violação a direitos de criança e adolescente: denuncia@unooria.com.
O contato do encarregado da sua rede de ensino é divulgado pela própria secretaria, e é para ele que vão os pedidos sobre os quais a Unooria não pode decidir sozinha.